<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671</id><updated>2012-02-16T09:36:12.721-02:00</updated><title type='text'>Distorção</title><subtitle type='html'>Linhas e letras distorcidas num mundo retorcido em azul-oceânico</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-2005848004191590088</id><published>2008-12-07T16:33:00.003-02:00</published><updated>2008-12-07T17:01:52.066-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;   ...E chegaram as sonhadas e merecidas férias, enfim. Eu deveria estar contente, mas não estou. Por que será? Passei madrugadas em frente ao computador, fazendo trabalhos. Emagreci, tive crises de choro, deixei de escrever, quis esquecer tudo. Ansiava pelo descanso. Agora, posso me esparramar em minha rede e dormir, e essa não me parece uma boa opção. Contradições, contradições. Sentirei falta da universidade, e sobretudo dos amigos que me são tão importantes. Que fazer até o dia 12 de março de 2009, quando começará o próximo período letivo? Não quero ficar mofando, deixando o tempo passar por mim. Voltarei a nadar, sim, voltarei. Voltarei para os treinos de judô. Afogar-me-ei em meus livros, passearei freneticamente pelo acervo da biblioteca da UFPI, abusarei do MSN. Sim, MSN, MSN! Voltar a jogar Priston Tale, talvez? Sim, sim, preciso disso. E estudar, estudar. Há mais um concurso público em vista. No certame do Ministério da Saúde, ao qual me referi na postagem anterior, fiquei na 13ª colocação, sendo que são 11 vagas. Ah, as traquinagens do acaso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Dezembro, melancólico dezembro. Por algum motivo, acentua-se minha pieguice neste mês. A aproximação do Natal deixa-me num suave e agradável estado de torpor. E as luzes, e enfeites, e canções... Sempre sinto uma necessidade desesperada de telefonar para as pessoas que me são queridas, a fim de lembrá-las o quanto são importantes para mim. E o frio, a chuva, as nuvens. Pieguice, pieguice, pieguice. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Pois é, acho que realmente acredito em espírito natalino. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-2005848004191590088?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/2005848004191590088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=2005848004191590088&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/2005848004191590088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/2005848004191590088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-3433745425497953954</id><published>2008-10-27T22:55:00.003-02:00</published><updated>2008-10-27T23:05:19.647-02:00</updated><title type='text'>Do ócio improdutivo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;   Peço desculpas pelo silêncio prolongado. Recentemente, tive crises de inutilidade mórbida. Uma semana sem ler nada, sem escrever nada, praticamente sem estudar e sem fazer nada de bom pelo mundo. Um mal-estar, um sono doentio, um incômodo. "Que será isso?", eu perguntava. "Preguiça", respondiam, sem um mínimo resquício de delicadeza, minhas irmãs.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;    Em breve, quando tiver alguns míseros segundos disponíveis, continuarei o ciclo de idéias referentes ao Eutopismo. No momento estou soterrada pelos trabalhos universitários e um tanto nervosa com a iminência da execução das provas do concurso público do Ministério da Saúde (pois é... já tenho 18 anos e preciso juntar o meu). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Abraços, caros leitores (alguém lê isso aqui?).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;^_^&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-3433745425497953954?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/3433745425497953954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=3433745425497953954&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/3433745425497953954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/3433745425497953954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/10/do-cio-improdutivo.html' title='Do ócio improdutivo'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-5290521519581916538</id><published>2008-09-20T18:56:00.004-03:00</published><updated>2008-10-20T15:45:45.732-02:00</updated><title type='text'>I - Eutopismo: disposições preliminares</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;   Um traço que deve caracterizar o ser humano, ainda não embrutecido pela própria fraqueza ou pela realidade tremenda, é a liberdade que ele se reserva de opor ao evento defeituoso, à situação decepcionante, uma força contraditória. Essa força poderia chamar-se esperança; esperança de que aquilo que não é, não existe, pode vir a ser; uma espera, no sonho, de que algo se mova para a frente, para o futuro, tornando realidade aquilo que precisa acontecer, aquilo que tem de passar a existir.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;   Essa força talvez pudesse ser chamada, também, de força do sonho. Mas também esse seria um nome inadequado: acima de tudo, porque não somos nós que temos um sonho e, sim, o sonho que nos tem. Ele escapa a nosso controle, impõe-se a nós tanto quanto se insinua sobre nós essa realidade manca ou sufocante que precisa ser mudada. E é necessário termos o controle dessa mudança, algum controle. Sonhar apenas, portanto, não serve.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Teixeira Coelho&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;  Em 1516, o jurista inglês Thomas More publicou &lt;em&gt;Utopia&lt;/em&gt;, livro que retrata a boa vida dos habitantes de uma ilha imaginária. &lt;em&gt;Ou-topos&lt;/em&gt;, o não-lugar. Nessa ilha, um povo feliz vive em harmonia, numa sociedade com instituições comunistas. Em seu livro &lt;em&gt;O que é Utopia&lt;/em&gt;, o também jurista José Teixeira Coelho Netto faz uma sintética, porém rica, análise do pensamento de More e de todo o ideário utópico através da história. Em suas reflexões, chega aos conceitos de &lt;em&gt;distopia &lt;/em&gt;e de &lt;em&gt;eutopia&lt;/em&gt;, que seriam as duas formas possíveis de &lt;em&gt;topia&lt;/em&gt;, ou seja, a utopia aplicada em uma situação concreta. Em outras palavras: epistemicamente, "utopia" significa "lugar nenhum". Remete a um mundo onírico, ideal e inalcançável. Se preceitos &lt;em&gt;utópicos&lt;/em&gt; forem aplicados numa sociedade real, eles se tornam &lt;em&gt;tópicos&lt;/em&gt;. Obtemos, assim, a &lt;em&gt;topia&lt;/em&gt;, o "lugar".  A topia pode ser uma distopia ou uma eutopia. Concentremo-nos, primeiramente, na distopia, que é a utopia/topia malograda.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Nos projetos ditos utópicos, tenta-se alcançar a perfeição, obviamente. Para isso, é necessário corrigir todos os erros da estrutura social. Assim, teríamos que definir um comportamento ideal para cada ator, a fim de que tudo funcione direito. Não pode haver uma só peça fora do lugar. Cada indivíduo deve agir de um modo predeterminado, imposto. Para que todas as pessoas ajam dessa forma ideal, faz-se necessário um controle direto, com fiscalização férrea e punições eficientes. Nesse ponto, a utopia se transforma numa ditadura, com todas as sua implicações: vigilância, censura, repressão. Todos os atores que questionarem o modelo vigente serão excluídos, para que nada perturbe o "paraíso". A utopia se torna falsa, nega a si mesma. Essa é a distopia, o "lugar mau". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Pensemos no Comunismo de Marx e no Comunismo de Stálin. O primeiro visava à construção de uma sociedade justa, na qual todos poderiam usufruir dos bens e serviços produzidos. O governo seria composto pelo povo, e não por uma classe dominante e exploradora. E esse é um pensamento utópico, embora Marx se negasse a classificá-lo como tal, e até usasse a palavra para criticar pensadores socialistas, em especial Proudhon. A Revolução Vermelha aplicou os preceitos utópicos comunistas na União Soviética, e nós sabemos que o resultado não foi muito feliz. A ditadura staliniana ceifou muitas vidas, direta e indiretamente. Esse é, com certeza, o mais significativo exemplo histórico de como uma utopia se torna uma distopia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Como vimos, o Comunismo posto não deu certo. E é óbvio que sistema capitalista não é bem o melhor e mais justo para a humanidade. É angustiante. Precisamos construir uma utopia, que, aplicada, não se torne uma ditadura. Uma topia perfeita, harmônica, mas sem a necessidade de modos de agir predeterminados e controlados. A sociedade onde todos agiriam livres, mas de acordo com o bem comum. Essa sociedade Teixeira Coelho chama de &lt;em&gt;eutopia&lt;/em&gt;, o "verdadeiro lugar", o "bom lugar". Partindo desse conceito, reuni idéias de vários pensadores, a fim de formular um modelo flexível e aplicável. Assim nasceu o Eutopismo, fortemente influenciado pelos princípios anarquistas e pela teoria geral dos sistemas de Bertalanffy, entre outras reflexões. Aviso novamente: não há nada de científico nisso. O "Eutopismo" nada mais é que um produto inacabado de minhas impressões pessoais, da minha visão tendenciosa, dos meus parcos conhecimentos, do discurso dos meus mestres. Colhi informações dos recantos mais inusitados: há traços de Psicologia, Sociologia, Economia, Direito, Biologia, teorias comunicacionais, histórias em quadrinhos, romances de ficção, desenhos animados, biografias, filmes. Espero que, no fim, tudo isso sirva para alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;TO BE CONTINUED...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;^_^&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Sejamos realistas: exijamos o impossível."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;(Paris - Maio de 68)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Referência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;COELHO NETO, José Teixeira. &lt;em&gt;O que é utopia&lt;/em&gt;. São Paulo: Brasiliense, 1985. (Coleção primeiros passos; 47)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;P.S.: confirmando minha imaturidade teórica, alguns volumes da Coleção Primeiros Passos foram fundamentais para o desenvolvimento do Eutopismo (não é à toa que a própria palavra veio de um desses livrinhos adoráveis). Esforçar-me-ei, estudando a fundo os temas que, porventura, discutir. Assim, talvez esses esboços (esses "primeiros passos") cresçam e dêem frutos (um horrível lugar-comum, aliás).  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-5290521519581916538?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/5290521519581916538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=5290521519581916538&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/5290521519581916538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/5290521519581916538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/09/i-eutopismo-disposies-preliminares.html' title='I - Eutopismo: disposições preliminares'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-6215245562493942994</id><published>2008-09-06T20:47:00.005-03:00</published><updated>2008-09-08T15:23:46.131-03:00</updated><title type='text'>Eu e meu idealismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;   Depois de um vergonhoso período de inutilidade mental e física, reencontro minhas forças. Meus livros, tristemente abandonados, voltam a me fascinar. Em homenagem a eles, arrumei minha mesa. Foi uma tarefa muito pesarosa. Wainer e Noblat acotovelavam-se, brigando por um espaço no concorrido mercado jornalístico dos meus papéis e quinquilharias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;   Trocadilhos e metonímias idiotas à parte, estive pensando na estrutura social. As iminentes eleições municipais levam-me a refletir sobre os problemas do nosso sistema político-econômico. Conhecimentos adquiridos em aulas de Economia, Sociologia, Direito e Antropologia forneceram-me os subsídios necessários à construção de opiniões mais sólidas. São esboços embaçados de tediosas teorias acerca da organização humana. Meu principal objetivo ao formular essas idéias era, claro, "salvar o mundo". Espero que elas, de alguma forma, prestem-se a esse fim. Entretanto, não tenho muitas ilusões: sou consciente de minhas incapacidades. Apresentar minhas reflexões como uma "teoria" seria caçoar do trabalho dos grandes estudiosos, incrivelmente cultos e perpicazes, que dedicaram suas vidas ao bem comum. Eu ainda vou ter que suar muito para chegar ao nível de consciência dessas grandes figuras. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;   Ainda assim, arrisco. Divulgar minhas idéias é a real finalidade deste blog. Elas são imperfeitas, incompletas. Estão em fase de gestação. São fruto das minhas leituras, das minhas impressões pessoais, do discurso de ótimos professores, e, sobretudo, das minhas tendências idealistas. São absurdas. Distorcidas. Foram feitas de boas intenções. E Oscar Wilde já alertou: "toda arte ruim é feita de boas intenções". Mesmo sabendo disso, não posso deixar de me preocupar com as deficiências do meu planeta e de tentar ajudá-lo, com minhas precárias ferramentas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;   Nas próximas postagens, apresentarei as bases daquilo que eu costumo chamar de "eutopismo". Nada muito importante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;   Uma das condições necessárias para que nos tornemos intelectuais que não temem a mudança é a percepção de que não há vida na imobilidade. De que não há progresso na estagnação. De que, se sou, na verdade, social e politicamente responsável, não posso me acomodar às estruturas injustas da sociedade. Não posso, traindo a vida, bendizê-las.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;                                                                     Paulo Freire&lt;/p&gt;&lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-6215245562493942994?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/6215245562493942994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=6215245562493942994&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/6215245562493942994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/6215245562493942994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/09/eu-e-meu-idealismo.html' title='Eu e meu idealismo'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-4972570236019031633</id><published>2008-08-23T19:58:00.005-03:00</published><updated>2008-08-23T21:36:42.967-03:00</updated><title type='text'>"Que idiotice. Esse circo faz a gente parecer um bando de palhaços."¹</title><content type='html'>  &lt;span&gt; Votarei pela primeira vez este ano (mais uma responsabilidade trazida por minha independência jurídica...). Apesar de considerar nossa "política" deveras estafante, prestei-me a assistir ao horário eleitoral, a fim de escolher candidatos de forma consciente (um velho discurso idealista). E, conforme esperava, assombrei-me com tamanha falta de respeito para com o cidadão brasileiro.&lt;br /&gt;   Certa vez, no percurso entre minha casa e a universidade, a pilha do meu MP3 Player acabou enquanto eu ouvia Legião Urbana (meu pai disse que compraria logo o carregador, mas até hoje nada). Assim, tive que me submeter ao gosto radiofônico do motorista do ônibus (sem ofensas à classe, claro) e logo meus tímpanos foram dolorosamente estuprados em cinco velocidades. Desde então, pensei que eles não poderiam ser vítimas de um ataque mais danoso. Triste engano. Afinal, a humanidade sempre surpreende, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="339" height="299" scrolling="no" frameborder="0" src="http://charges.uol.com.br/charge-share/2008/04/11/musica-esse-dia-vai-chegar/?modo=baloes"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span&gt;Pois bem. As musiquinhas melosas dos canditados me parecem bem mais vergonhosas que o insuportável "crééééu". O espaço de propaganda eleitoral é - em tese - destinado à exposição de propostas concretas, e não à retórica grandiosa, porém vazia. Tampouco à ridicularização dos valores e  à superficialidade dos candidatos que conseguem apenas repetir "eu sou o cara". O eleitor deveria recuperar o respeito por si mesmo, obrigando os políticos a respeitarem-no também.&lt;br /&gt;   Creio eu que o problema está na própria concepção que fazemos de governo. O governante é o cara que manda. Tem incontáveis privilégios sociais e financeiros (vide &lt;a href="http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1464"&gt;os benefícios a que um senador "tem direito"&lt;/a&gt;). Essas vantagens incitam a candidatura de ambiciosos a/imorais em busca de &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;, que, naturalmente, privilegiam seus interesses egoístas no exercício do poder. Poder esse que corrompe e avilta. Mas governo não remete a poder. Governo remete à responsabilidade. Uma mudança de perspectiva: o governante não é o cara que manda e ganha uma nota, mas o otário que abdica de uma vida passiva e trabalha arduamente pelo bem da coletividade. Assim deveria ser. A remuneração exagerada percebida pelos políticos é um entrave  ao progresso, não só no aspecto econômico/financeiro (sabia que você paga 1,5 milhão por ano para que nossos nobres representantes comprem ternos e encham a pança?). Ser líder é renunciar. O governo nada mais é que um servo do povo. "Não é o povo que deve temer seu governo, mas o governo que deve temer seu povo" (Alan Moore, em "V de Vingança"). Sob esse ponto de vista, a liderança é um fardo indesejado, e não um prêmio. Tanto melhor. Assim, seremos representados pelos otários (leia-se: éticos, honestos, altruístas).&lt;br /&gt;   Se não mudarmos a mentalidade absolutista e provinciana da "massa", teremos que assistir ao sucateamento da administração pública, suportar musiquinhas melosas, engolir os desmandos de palhaços tragi-cômicos. Créu na gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹Episódio 22 de Bakuten Shoot Beyblade - "Lutanto Beyblade com os Astros", aos 2:51 min. Hã? Você sabe, né? Ócio, férias, nada melhor p'ra fazer...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-4972570236019031633?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/4972570236019031633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=4972570236019031633&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/4972570236019031633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/4972570236019031633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/08/que-idiotice-esse-circo-faz-gente.html' title='&quot;Que idiotice. Esse circo faz a gente parecer um bando de palhaços.&quot;¹'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-9137095378440115077</id><published>2008-08-02T16:03:00.009-03:00</published><updated>2008-08-06T23:13:40.880-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de melodrama...</title><content type='html'>   O passar dos anos me amoleceu. Ando muito sensível ultimamente.&lt;br /&gt;   Às vezes, visito a quente e empoeirada salinha onde guardo preciosas recordações. Algumas delas me comovem até as lágrimas, corroendo minhas enevoadas retinas com saudades acridoces. Bagunças no corredor, cartas e bilhetes perdidos, carinhos e abraços e palavras.  Gente que eu atazanava, batia, apertava, enchia o saco e amava. Químicas e Físicas e Matemáticas. As muitas coisas erradas que eu disse para a pessoa certa. Os &lt;i&gt;tatamis&lt;/i&gt; pretos e azuis empilhados no ginásio. As aulas de Biologia assistidas na &lt;i&gt;lan house&lt;/i&gt;. Mochilas entulhadas com dezenas e dezenas de mangás. Instantes de beleza sutil, quase poética. Saudade é um sentimento esquisito.&lt;br /&gt;   Quando deixo a salinha para me concentrar no presente, mais crises de pieguice.   Costumo contemplar as expressões distraídas dos meus amigos e colegas de Academia; ao fazê-lo, não posso deixar de me considerar  uma baita duma sortuda. Gosto do calorzinho que se espalha por mim nessas ocasiões. É como se eu estivesse prestes a me afogar em areia movediça feita com ternura e algodão-doce. O céu, teimoso e resoluto, continua insistindo em seu clichê: ainda é azul e brilhante, apesar de tudo.&lt;br /&gt;   Houve um tempo em que eu ficava procurando, em vão, o famigerado "sentido da vida". Uma época em que eu era criança demais, tola demais, egoísta demais. Sempre me perguntava por que o bicho-homem é tão apegado à sua existência acidentada, por que faz esforços absurdos para prolongar seus flagelos e transmitir seus legados. E quanto mais eu buscava as respostas, mais eu me perdia... Até que eu parei de me preocupar com  isso.  Aos poucos, fui descobrindo a luminosidade secreta de tudo que existe ao meu redor. E percebi o quanto as pessoas são importantes, o quanto são importantes seus sonhos e seus sorrisos, suas tristezas e seus abraços. Coisas valiosas demais, que não podem ser medidas, comparadas, definidas, calculadas ou compreendidas. &lt;br /&gt;   Mas voltemos ao presente. Acho que cresci um pouco depois de tudo. E é isso que eu quero continuar fazendo. Crescer, construir, melhorar em todos os sentidos. Conforme aprendi naqueles &lt;i&gt;tatamis&lt;/i&gt; pretos e azuis, onde  consegui meus machucados mais queridos: "aprender a cada dia um pouco mais e usar esse aprendizado todos os dias para o bem". Quero adquirir e produzir conhecimento, amar infinitamente todos os que iluminam minha vida das mais diversas maneiras, eternizar cada segundo feliz na minha salinha de recordações e, claro, salvar o mundo.&lt;br /&gt;   Agora, só me resta uma daquelas perguntas metafísicas: por que, mesmo cercadas  por todo esse esplendor que é a vida, um número incontável de pessoas ainda se desgasta por coisas vazias, como poder, território, supremacia racial, guerras, preconceitos, holocaustos e xenofobias? Dizem que Adolf Hitler era vegetariano e que considerava a caça um "desperdício da fauna inocente". Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nhuF1eRDJFY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nhuF1eRDJFY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Peço desculpas pelo conteúdo meloso. Eu devo estar ficando velha mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Texto dedicado aos amigos que eu atazano, bato, aperto, encho o saco e amo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-9137095378440115077?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/9137095378440115077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=9137095378440115077&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/9137095378440115077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/9137095378440115077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/08/um-pouco-de-melodrama.html' title='Um pouco de melodrama...'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-5905794976837727055</id><published>2008-07-28T15:07:00.002-03:00</published><updated>2008-07-28T16:26:20.778-03:00</updated><title type='text'>Título III - Dos livros</title><content type='html'>   Nos últimos dias, redescobri minha paixão pelos livros. Nos períodos de férias, ela sempre se torna mais intensa. Com o tempo livre, posso desfrutar mais pacientemente dos volumes que eu tenho em casa e daqueles que encontro na biblioteca da UFPI. Gosto de senti-los, de degustá-los, de apreciá-los palavra por palavra.&lt;br /&gt;   Cresci em meio às histórias em quadrinhos, &lt;i&gt;Coyotes&lt;/i&gt; e livros amarelados do meu pai. Mesmo tendo rabiscado e rasgado muitas dessas publicações, elas me perdoaram e me aceitaram como sua fiel admiradora. Aprendi a amar os clássicos  do &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt;, o humor sutil de J. Mallorqui e as páginas poeirentas de &lt;i&gt;Tarzan, o magnífico&lt;/i&gt;. Aprendi a amar também as estantes de bibliotecas, e criei o hábito de passear sem rumo por elas. Os livros são tão fascinantes... Uma fonte inesgotável de conhecimento.  O incentivo maciço e eficiente à leitura contribuiria bastante para a construção de um país mais consciente.&lt;br /&gt;   Livros e prática esportiva: eis aí minha fórmula para melhorar o sistema de ensino brasileiro e para salvar o mundo. Parece tão simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Dia desses, enquanto eu lia &lt;i&gt;A menina que roubava livros&lt;/i&gt;, de Markus Zusak (obra que recomendo a todos os públicos), minha irmã fez um trocadilho, referindo-se a mim: "A menina que devorava livros", ela disse. Não pude deixar de me sentir elogiada.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As eleições municipais se aproximam e os carros de som já percorrem a cidade, reproduzindo peças musicais de gosto duvidoso. Santa paciência...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;  No fim de semana, participei do Seminário Latino-Americano de Comunicação, cujo tema foi "Comunicação e rádio para o desenvolvimento local". Conheci as iniciativas de muitos comunicadores renomados que se dedicam ao aumento da capacidade crítica do público. Virei fã do jornalista Élson Faxina. As palestras foram muito boas (sem falar no sachê de castanhas torradas que eu ganhei como cortesia...).&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minhas férias estão acabando. Vou aproveitar meus últimos dias de moleza para comer, dormir, ler e devanear.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Abaixo, um belo vídeo produzido pela WWF Brasil, em defesa do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tKWZ3pAJQeQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tKWZ3pAJQeQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-5905794976837727055?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/5905794976837727055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=5905794976837727055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/5905794976837727055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/5905794976837727055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/07/ttulo-iii-dos-livros.html' title='Título III - Dos livros'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-7578204760531491859</id><published>2008-07-09T10:46:00.006-03:00</published><updated>2008-07-09T21:13:29.241-03:00</updated><title type='text'>Uma gota no oceano</title><content type='html'>   Minha irmã não gosta de telejornais. Ontem, enquanto assistíamos juntas ao &lt;i&gt;Jornal da Globo&lt;/i&gt;, disse que "as pessoas têm que ter muito estômago para ver isso". Concordo. Diante de uma realidade tão opressora, por que repreender aqueles que preferem a alienação? (Pois é... Acho que já é hora de tirar umas férias dessa avalanche de idéias marxistas.) Na minha singela e humilde opinião, as produções jornalísticas não deveriam ser simples narrativas dos intrincados enredos da política e da economia ou seqüenciais de tragédias. Se bem que elas não são apenas isso.   Sempre tem umas reportagenzinhas para relaxar, sobre moda, esporte ou outras coisinhas. Eis o formato atual do jornalismo brasileiro. Reconheço que não é de todo ruim. Cumpre sua missão de informar. Contudo, sempre que vou assistir a um telejornal, tenho a sensação de que algo está errado. A forma como as notícias são abordadas parece relegar o público a uma condição de incapacidade diante dos fatos. Talvez só eu me sinta assim... Talvez seja apenas mais uma das minhas numerosas, digamos, anomalias. Mas não posso evitar. A grandiosidade dos acontecimentos (os intrincados enredos, lembra?) me reduz a uma estudante de dezessete anos impotente, que janta no sofá enquanto todo o resto desmorana.&lt;br /&gt;   Foi baseada nessa sensação - e também na estranha e até absurda vontade que eu tenho de "salvar o mundo" - que eu decidi como eu quero que seja o meu jornalismo. Quero fazer um jornalismo da esperança. Quero mostrar os heróis de todo o dia, as pequenas e valiosas  contribuições que algumas pessoas - seres humanos, com seus defeitos, problemas e necessidades - dão para a construção de uma realidade mais acolhedora (primeiro informe do noticiário da esperança: minha amigona Luana, também estudante de Comunicação Social da UFPI, machucou o pé ao socorrer uma senhora prestes a ser atropelada.    Faço minhas as palavras do nosso colega Jefferson Snard: "quero ser igual à Luana quando eu crescer".). Quanta gente já dedicou sua vida a uma boa causa? Quanta gente já se sacrificou pelo bem do planeta? Quantos médicos, juristas, professores, ecólogos, jornalistas e tantos outros profissionais abandonaram carreiras promissoras para aplicar seus conhecimentos em ações solidárias? Muitos, tenho certeza. São essas pessoas que me fazem acreditar que a humanidade vale a pena. Não é a cúpula do G8 nem são as FARC.&lt;br /&gt;   Para ser sincera, sou mesmo apenas uma estudante de dezessete anos. Não entendo muito das oscilações da bolsa, nem de esquemas de lavagem de dinheiro, nem das decisões do G8. Não nego que é uma deficiência minha, e estou disposta a corrigi-la. Tudo isso é, de fato, muito importante para o nosso destino. Entretanto, apesar de não entender muito dessas coisas, entendo muito bem os sorrisos dos meus mais caros amigos, entendo de superação e esforço, entendo o que é lutar pelo que se acredita. E, como disse Luther King, "é com essa convicção" que eu vou tentar "arrancar deste oceano de desespero uma gota de esperança".&lt;br /&gt;   Ingênuo? Utópico? Pode ser. E é, admito. Mas sonhos e utopias são bons alicerces, e eu quero acreditar nos meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Deve ser de cisma minha&lt;br /&gt;Mas a única maneira ainda&lt;br /&gt;De imaginar a minha vida&lt;br /&gt;É vê-la como um musical dos anos 30&lt;br /&gt;E no meio de uma depresssão&lt;br /&gt;Te ver e ter beleza e fantasia...&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"Vamos fazer um filme"&lt;/i&gt;, Legião Urbana.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;P.S.: outro dia, liguei 102 para conseguir o telefone do SETUT. Chamou uma vez, e logo depois ouvi uma gravação bem conhecida: "Este número não existe. Ligue 102 para informações."&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;^_^&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-7578204760531491859?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/7578204760531491859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=7578204760531491859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/7578204760531491859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/7578204760531491859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/07/uma-gota-no-oceano.html' title='Uma gota no oceano'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8388053158763603671.post-7423270151981482940</id><published>2008-06-28T15:11:00.000-03:00</published><updated>2008-06-28T16:41:52.988-03:00</updated><title type='text'>Começando a ser jornalista (tentando, na verdade...)</title><content type='html'>   ... E depois de muitas aventuras e desventuras, eu inauguro um novo blog. Espero que este não encontre o fim dos anteriores. Devido a conteúdos excessivamente desvinculados da realidade, decidi apagar todos os textos publicados neles. Talvez por ser muito perfeccionista - ou mesmo muito preguiçosa - direcionei minha escassa capacidade de criação exclusivamente às provas e aos trabalhos universitários. Acontece que sou aluna do curso de Comunicação Social, com habilitação em - vejam só - Jornalismo. E como poderia uma pretensa jornalista ter preguiça de escrever?  Mas preguiça não é bem o termo...  A verdade é que, a despeito de ter escolhido o curso de Comunicação por ser uma apaixonada pela arte da redação, escrever para mim é uma atividade muitíssimo pesarosa. As palavras estão vivas, respiram, gritam, são seres rebelados que fogem ao meu controle e riem da minha cara. Trabalhar com elas é exasperante. É mais fácil contemplá-las, admirá-las em todo o seu esplendor na obra dos meus grandes autores, pelos quais nutro uma inveja infantil. Diante dos livros de Zimmer Bradley, por exemplo, não posso evitar ser tomada pela certeza ressentida de que eu não seria capaz de produzir algo tão cortante, tão forte, tão intenso. Contudo, "a prática faz a perfeição", como dizem. E mesmo sabendo que não tenho lá muito desse negócio chamado "talento", há algo que me impele a escrever. Além do mais, como já mencionei, sou estudante de Jornalismo. Nada me resta, pois, a não ser ceder a este meu amor irracional pelas desobedientes e misteriosas palavras.&lt;br /&gt;   Após declarar minha rendição na batalha contra minha, digamos assim, "veia artística", percebi que teria mais um obstáculo a superar: minha falta de informação. O jornalista sempre deve manter-se atualizado, atento ao que acontece ao seu redor. E eu, confesso,    há bem pouco tempo era um poço de alienação. Não inteiramente por minha culpa. Jornais e revistas custam absurdamente caro no Brasil, e as máquinas de fotocópia da Universidade Federal do Piauí têm sugado todo o meu ouro. E ainda no Ensino Médio enjoeei de assistir aos programas televisivos ("Não tenho paciência p'ra televisão / Eu não sou audiência para a solidão..."). Depois de ingressar na universidade, meu tempo encurtou bruscamente. Eu sabia que tinha que assistir aos telejornais, mas mal tinha o intervalo do almoço, já que vivia correndo da UFPI para o CEFET-PI, a fim de honrar meus nobres compromissos de discente dedicada (não com tanta pompa, é claro). No momento estou em férias do CEFET. Lá se foi meu pretexto mais convincente. Voltei a assistir TV nesta semana. Devo reconhecer que telejornais são mesmo boas fontes de esclarecimento. Continuo sem paciência para as telenovelas e coisinhas afins... Prefiro meus livros amarelados ou até mesmo as fotocópias carinhosamente(?) receitadas pela professora de Filosofia.  &lt;br /&gt;   Acho que estas férias não serão tão maçantes quanto o foram as outras. Vou ler bastante (mais um dever do jornalista), manter-me informada, procurar alimentar este blog, entupir meu HD com animes e ler mangás (é, tenho um pouco de &lt;i&gt;otaku&lt;/i&gt;), além de balançar na rede, comer, dormir, comer, dormir, dormir, comer, dormir, comer, comer, comer, dormir, comer, dormir, dormir, comer e dormir... Uah... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8388053158763603671-7423270151981482940?l=shaiannaaraujo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/feeds/7423270151981482940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8388053158763603671&amp;postID=7423270151981482940&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/7423270151981482940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8388053158763603671/posts/default/7423270151981482940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://shaiannaaraujo.blogspot.com/2008/06/comeando-ser-jornalista-tentando-na.html' title='Começando a ser jornalista (tentando, na verdade...)'/><author><name>Shaianna Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05938480624983817079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_LTsiOsrff6k/SF6YDrlGjgI/AAAAAAAAABo/WZIH7Op8GBo/S220/Shai.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
